Logística para Atacados: 6 pontos importantes para ter menos dor de cabeça

O sucesso dos atacados

O mercado atacadista já deixou de ser uma promessa há muito tempo. Pesquisas apontam para uma nova cultura de mercado; grande parte da população (principalmente as classes B e C) vem deixando estabelecimentos mais “requintados”, passando a realizar suas compras em locais mais simples que lhes ofereçam um preço menor de aquisição.

A tendência no momento atual é que o consumidor faça pesquisa para pagar menos em suas despesas do cotidiano. Neste quesito o modelo dos atacados leva grande vantagem, pois trazem menor custo para o consumidor.

Sucesso para consumidores e também para indústrias. Os atacados compram em grandes volumes, conseguem negociar melhores preços e repassar isso ao seu consumidor final através de seus canais de distribuição. As grandes indústrias já dependem do atacado para chegar o varejo, que também são conhecidos canal cash-and-carry, ou seja,
o próprio cliente escolher o produto diretamente nas prateleiras , comprando-o e levando-o com ele evitando assim os custos com vendedores e transportes .

Desafios logísticos para o canal atacado:

A entrega nos grandes centros urbanos (realidade da rede atacadista) se tornou nos últimos anos uma desafiadora missão, ter excelência desde o ponto de origem, até o ponto de consumo atendendo aos requisitos do cliente não é tarefa fácil.

Para entregar o produto no custo ideal, no melhor tempo possível atendendo aos níveis de serviços estabelecidos e gerando repetição é necessário ter expertise, comprometimento e visão holística.

Há inúmeros cuidados e preocupações para se alcançar excelência com as entregas neste canal. Conheça os 6 principais:

  1. Agendamento das entregas:
    Alguns atacados exigem o agendamento por parte de quem entrega, contudo a loja não tem compromisso algum com este horário, que podem comprometer outras possíveis entregas no veículo gerando-se horas extras de motorista e descumprimento de Leis como a do descanso.
  2. Problemas de mobilidade urbana:
    Se está no centro da capital ou centro expandido é importante atentar-se até que horas circula caminhões, se é possível estacionar sem ser multado, além de entender se área de espera é interna ou externa?
    Questões estas que podem impactar diretamente na efetividade da entrega.
  3. Paletização específica:
    Já vi muitas cargas serem devolvidas por não estarem na paletização correta ou com lastros fora do padrão exigido pelo Atacadista. É preciso ter devidamente registrado cada exigência dos clientes.
  4. Taxas:
    Inúmeras taxas são comuns. É preciso evitá-las ou minimizá-las ao máximo (dificuldade de entrega, difícil acesso, GRIS, carga e descarga, armazenamento, agendamento, paletização, unitização e etc.), portanto é importante tê-las previstas no instante da negociação com seu transportador.
  5. Restrições da loja:
    É preciso conhecer as particularidades de cada loja no momento da entrega:
    1. Onde está localizada;
    2. Quais as restrições de dia e horário de recebimento;
    3. Cobrança de descarga (os chapas tem que ser da loja ou pode levar ajudante);
    4. Que tipo de veículo não entra (há lojas que não recebem carreta ou trucks);
    5. Os conferentes cobram “bola”, é possível não pagar? Como driblar?
    6. Exige-se o XML da nota antecipado? Como garantir que vá automático?
    7. Como não se deparar com a loja em inventário ou com estoque cheio?
    8. Como ter o controle e garantir que os ativos (pallets) retornarão?
  6. Gestão das Entregas: possuir sistemas de gestão de entrega se tornou imprescindível pois possibilitam registro de ocorrências, informe de status destas entrega em tempo real, disponibilidade do canhoto de entrega on-line se tornaram quesitos mínimos para garantir e segurar

Enfim, muitos são os “macetes” para realizar a entrega com excelência. Saiba que para qualquer destes problemas o ônus será sempre do entregador/embarcador.

Empresas lideres em serviço ao cliente devem conhecer as exigências dos diferentes segmentos em que atuam e reestruturar seus processos logísticos em direção ao cumprimento dessas exigências.

Qual a grande “dor” das indústrias?

Como se preocupar com a logística de distribuição se o core business ou o carro chefe do seu negócio não é logística. Sabemos que de certo modo, a logística não agrega valor ao produto manufaturado, ela está na categoria de serviços.

Uma empresa que busca melhorar a competitividade no mercado deve concentrar-se em suas competências centrais, terceirizando as outras atividades. E a logística é uma delas.

Por esta razão hoje as grandes indústrias estão buscando formas de medir medir e controlar a eficiência dos seus prestadores serviços em transporte, levando em conta que toda informação deverá ficar registrada assim como avarias, faltas, e será possível acompanhar caso algum desconto seja realizado. Rastrear uma entrega hoje é a premissa de qualquer processo logístico.

Porque empresas terceirizam sua logística de distribuição?

  • Para manter foco no negócio principal (core business);
  • Reduzir os custos; transformando custos fixos em variáveis;
  • Aumentar a flexibilidade, a eficiência e a produtividade dos processos logísticos;
  • Ter acesso à tecnologia de ponta; com atualização frequente;
  • Reduzir investimento em ativo fixo;
  • Aumentar a cobertura geográfica;
  • Ingressar em mercados não familiares ou não conquistados;
  • Substituir a área de armazenagem por área de produção;
  • Melhorar na Qualidade do Serviço Logístico para os Clientes;
  • Adquirir expertise e know-how e reduzir problemas trabalhistas e etc. 

Porque contratar o operador logístico correto?

Um fator determinante para o sucesso do contrato de terceirização é o processo de tomada da decisão de terceirização e escolha do provedor do serviço.

Um Operador logístico de respeito é um fornecedor de serviços logísticos integrados, capaz de atender a todas ou quase todas as necessidades logísticas de seus clientes de forma personalizada, que disponibilize muita informação para gestão de estoques, armazenagem e gestão de transportes.

Na hora da escolha do operador alguns pontos são determinantes:

Qualificação da empresa para gerenciar a área, expertise da empresa (quantos anos de operação, quem são seus clientes e quais os cases), saúde financeira, sofisticação tecnológica, nível técnico da equipe envolvida, Certificações como ISO 9001:2000, ANVISA, SASSMAQ, e etc., apólices de seguro, frota e estruturas físicas.

Diferenciais de um verdadeiro operador Logístico:

Ao contratar um bom operador logístico você estará agregando ao seu negócio: Gestão, planejamento, parcerias de sucesso, medição, acompanhamento, trabalho e dedicação ao negócio.

Esse deverá oferecer:

  • Coletas e entregas no prazo determinado;
  • Baixa e devolução de canhotos;
  • Taxas de serviços extras (cobrança correta);
  • Diminuição das taxas por ineficiência (perda de agenda, paletização incorreta);
  • Agendamentos cumpridos;
  • Retira e retorno de ativos (pallets, gaiolas e outros);
  • Treinamento contínuo de nossos profissionais sobre manuseio ou particularidades dos produtos;
  • Supervisão da armazenagem;
  • Revisão dos veículos entregadores;
  • Fim das divergências nas operações;
  • Inventários feitos com excelência;
  • Confiabilidade dos dados e tecnologia de ponta em favor do seu negócio.

Sempre ouvimos falar da tal Logistica 4.0, e esquecemos de lembrar que um bom sistema de gestão da entrega é parte integrante desta Logística 4.0, e hoje não facilitam somente a vida do entregador e a rastreabilidade da entrega, mas também validam informações de canhotos que permitem aos embarcadores a disponibilização digital de seus canhotos já dentro dos quesitos exigidos na nova MP da liberdade econômica, evitando custos com armazenagem de documentos mas este é um assunto que ficará para o próximo artigo.

Até a próxima.

Rosana Corrêa

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